Nuno de Matos

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Nuno de Matos, também conhecido como Matox, é artista plástico. Nasceu em Portugal e hoje reside na França. Seu trabalho, considerado expressionista, foi influenciado pelos graffitis de rua – do Bairro Alto de Lisboa e do Barri Gotic de Barcelona.
Nuno se interessa pelas cores, movimento, texturas e caligrafia. Explora a fotografia e faz experimentações como lightdesign e lightgraffiti. Organiza todos os anos “la croisée d’art” em Eus (catalunha), exposição de arte contemporânea.

RM: Você transita entre vários países. Vê diferenças nas expressões artísticas de cada lugar?
Sim, acho que cada lugar tem sua magia própria. No processo atual de globalização, os artistas viajam muito, para conhecer, partilhar, mas também para investir em novos espaços.
A arte nas galerias pode ser a mesma em São Paulo, Nova York ou Paris, mas a arte urbana, deve estar imersa nessas cidades de forma muito diferente. Por isso, cada artista gosta de estar imerso numa nova cidade, para criar um novo impulso em sua criação…

RM: Acha que o contato com esses vários contextos influencia seu trabalho?
Sim, cada passo na vida, cada encontro influencia a vida de nós todos, em particular para os artistas, que talvez sejam mais atentos às expressões plásticas.

RM: Como é o trabalho com lightpainting? Como é lidar com algo tão efêmero?
Há o lightpainting efêmero, só visualizável com uma máquina reflex, mas também há o lightpainting que é, propriamente dito, pintar com a luz. Isso abrange projeções no espaço urbano… É efêmero também, mas o público pode ver ao vivo o que está projetado. Além disso, com as projeções é possível interagir com os espaços sem “vandalismo” e ao mesmo tempo sem perder o aspecto subversivo.

RM: Você utiliza várias técnicas: pintura, graffiti, fotografia… Como foi acontecendo essa mistura?
Gosto de brincar com tudo! Agora com as novas tecnologias há espaço para utilização de novas mídias na criação artística.

RM: Que artistas você admira?
Há muitos! Os clássicos: Picasso, Miró, Georges Mathieu… Atualmente há muitos artistas fantásticos. No Brasil em particular, gosto muito do trabalho de os gêmeos (que trabalham muito também aqui na Europa), de Zezão e suas intervenções abstratas, mas há muitos artistas que ainda nao conheço, por isso espero voltar ao Brasil em breve…

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