Finok

by

Finok é de São Paulo, do bairro do Cambuci. O interesse pelo grafite começou quando viu outros meninos grafitando na rua. Hoje o artista é reconhecido: já teve obras suas expostas no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) na Graffiti Fine Art, já personalizou óculos Ray Ban e sandálias Havaianas. O Grafite – e o artista – ganha cada vez mais não só as ruas como as galerias.

RM: Qual foi seu primeiro contato com o grafite?
Eu cresci no bairro do Cambuci, se não o mais, um dos bairros mais clássicos do graffiti em São Paulo, o mesmo bairro de onde surgiram outros grandes artistas como Osgemeos, Nina, Nunca, Ise, Vitche, Coio. Acho que isso tudo me influenciou bastante, fora toda a poluição visual que eu sempre gostava de observar. Tudo isso por volta de 2002, mas comecei mesmo em 2004.

RM: Você desenhava quando era criança? Como foi esse caminho até chegar no grafite?
Sempre gostei muito de desenhar. Acredito que muitas vezes o graffiti é mais ação do que a parte visual, e o despertar pra isso foi um dia quando vi uns meninos fazendo graffiti ilegal em uma parede. Me fiz mil perguntas, mas não achei resposta, procurei a resposta fazendo o mesmo que eles tinham feito.

RM: Que coisas te influenciam? Que outros artistas? Imagino que num trabalho na rua, dá pra fazer um mix de muitas coisas até de outras origens para além do grafite…
Tudo me influencia, a rua, desenhos, pessoas, atos. A princípio eu tive muita influência de artistas do bairro. Hoje em dia minhas influências são outras, não propriamente artistas, mas muitas coisas que eu vejo, na maioria das vezes não relacionadas a parte visual.

RM: O que você espera que as pessoas percebam nos seus trabalhos?
Eu gosto de criar dúvidas e questões na cabeça das pessoas, muitos tipos diferentes de significados, assim como eu tive na primeira vez que eu vi pessoas pintando na rua. Gosto que tenham muitos tipos diferentes de significados vendo uma obra minha, e tenham muitas questões, até mesmo quando é um trabalho feito na rua para ser “lido”.

RM: Como foi o convite pra ter seus desenhos na Havaianas?
Foi bem legal, porque o conceito das Havaianas tem muito a ver com o que pinto muitas vezes, e mais ainda com o povo brasileiro, um povo feliz.

RM: Pra quem se interessa por grafite, quais são suas dicas? Hoje em dia existem até cursos, né? Quais são os seus conselhos?

Meu conselho é: vá para a rua, o maior professor que existe é a rua.

RM: Que outros artistas você indica pra gente?
Tem muitos artistas bons, Nina Pandolfo, Nunca, Osgemeos, mas eu indicaria hoje o Toes, que começou fazendo graffiti comigo, e hoje está produzindo coisas muito boas também.

Anúncios

Tags: ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: